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Entrevista com a Profissional de Educação Física Lidiane Gomes Tavares da Silva


Mestre em Ciências da Reabilitação - UnB

Como a educação física pode contribuir na qualidade de vida dos idosos?


Por meio da prática regular de exercícios físicos orientados para contribuir com a melhora tanto a saúde física como mental que com o avanço da idade acabam reduzindo com o tempo. Diminuindo os riscos de desenvolver as doenças crônicas não transmissíveis, melhorando a capacidade funcional para as atividades da vida diária, reduzindo os riscos de quedas com o fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e também proporcionar a socialização com as atividades que em sua maioria são realizadas em grupo melhorando a autoestima, o humor e colaborando para função cognitiva dos idosos.


De que forma o profissional de educação física pode ajudar no pós-operatório?


Falar do pós-operatório é algo bem amplo na minha opinião pois, dependendo do caso clínico, o profissional já poderia entrar no pré-operatório contribuindo para uma melhor recuperação no pós-operatório. Conforme o caso clínico (Ex: câncer, bariátrica, ortopédica, etc.) normalmente o profissional de educação física após a liberação médica pode ajudar no tratamento concomitante com a fisioterapia, cada um atuando em sua área ou após a fisioterapia melhorando o desempenho do indivíduo conforme o acometimento ocorrido para que esse indivíduo se sinta cada dia mais seguro para suas atividades diárias, (Ex: fortalecimento muscular, redução da fadiga, redução da massa corporal, etc.). Ressaltando ser muito importante o trabalho de uma equipe multidisciplinar para que o tratamento seja efetivo o mais rápido possível.

Como o profissional de educação física pode orientar os adolescentes para uma vida saudável?


Quando um adolescente tem o contato com a prática de exercícios na sua adolescência, provavelmente ele será um adulto ativo fisicamente. É papel do profissional de educação física despertar e orientar o adolescente sobre os benefícios da atividade física para uma vida saudável sabendo que eles contribuem tanto para o cognitivo como para uma vida adulta, reduzindo os risco de desenvolver as doenças crônicas não transmissíveis. Sendo muito importante que esse adolescente procure realizar exercícios com os quais se identifique para se sentir mais motivado com a prática.


O quanto você acredita que a atuação do Profissional de Educação Física pode crescer em hospitais?


Esta é uma linha que eu acredito que ainda está crescendo apesar de já existirem vários hospitais com profissionais de educação física atuando no Brasil, ressalto que excelentes profissionais. Eu acredito nesse crescimento, porém acho que as universidades precisam de grades curriculares voltadas para esse contexto formando profissionais capacitados para essa área de atuação.


Qual foi o caso mais interessante que você se envolveu que a educação física foi fundamental no ambiente?


Acredito que o que foi mais desafiador foi atender uma paciente que passou pelo tratamento para câncer de mama e depois tem uma recidiva* com metástase. Quando ela descobriu a recidiva mesmo com a quimioterapia a deixando muito fraca ela não deixava de realizar os exercícios e assim o fez até quando não conseguiu mais ir, precisou ficar internada e veio a óbito. Apesar de toda dor ela sempre estava motiva com a prática dos exercícios e relatava se sentir muito melhor após as sessões de treinamento.


*Obs.: Retorno do câncer


Que habilidades o profissional de educação física precisa potencializar para obter sucesso na atuação ambulatorial?


Entender que ele não está numa academia e que nem sempre terá todo o material necessário para desenvolver sua prática, principalmente se for no SUS. Que o aprendizado é constante pois a ciência evolui constantemente então é preciso estudar, entender sobre aquela determinada doença para dialogar com os profissionais das outras áreas e sempre poder agregar ao tratamento do paciente, mostrando uma prática baseada em evidência a importânc